
17.2.09
Los Bandoleros

Cansava da solidão em que forjara sua têmpera. Vivera de telhado pra telhado, janela em janela retomando o que era seu e evitando a lei por tempo demais. Fizera assim seu caminho, um olho na cenoura e outro no bastão. Escapava quase sempre. Uns poucos flagrantes dobraram-lhe um pouco o couro mas nunca a espinha que era malhada em aço.
Um dia a ambição roeu-lhe a barriga. Bastava de casinhas, trabalho de formiga desgarrada dos diabos e também cansara de fugir da ordem impertinente dos homens. Sentia-se destemido, forte e relaxado. Faria algo grande. Tomaria a cidade, talvez. Ele faria leis. Oh, sim! Lhes daria uma bela lição. Calculou que não conseguiria sozinho. Urgia alistar-se. Informou-se aqui e ali pelos subterrâneos.
-Moira, é o nome dela. Juntou um grupo infernal.
-Sim?
-Oh, sim.
Preparavam a próxima ação, algo grande e estavam aceitando ajuda. Foi bem recebido pelo bando. Pareciam meio jovens, meio loucos e entendiam bem da coisa. Gostou deles. Entre um gole e outro saudou mentalmente Virgulino, Butch e Garibaldi. Depois de comer, regozijou-se silencioso com Villa e los comancheros. Lawrence ofereceu-lhe um trago do narguilé. Aceitou agradecido.
V.M.*
* Vico Marques é chegado num clichê. Pensa ser melhor partir de um a terminar neste.
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